Enfim, o Piauí tem um ídolo. Você sabe que não tô falando de Torquato Neto, Maria da Inglaterra, Assis Davis, Teófilo, – descendo um pouco – Frank Aguiar, Mão Santa ou Zé Galinha (lembra dele?). Não. O novo ícone piauiense é global, tem figurado nas revistas de fofoca e já pensa em posar sem roupa.
Talvez seja por causa da distância; por não ter acompanhando a saga da piauiense que quase ganhou um milhão. Mas essa estória toda não mexeu com meu ego. Não me fez sentir mais orgulhoso de ser piauiense. Na verdade, eu fiquei um pouco preocupado com a dimensão de tudo isso. E quando minha mãe gastou preciosos segundos de um interurbano internacional pedindo para que eu entrasse no site do Big Brother e “desse uma forcinha pra Gyselle”, eu vi que a coisa tava séria. É... acho que esse inverno já me encheu tanto o saco que tô ficando meio sem paciência. Mas não vou emplacar nenhum discurso revolucionário-anti-imperialista-pró-tibetano-ou-do-raio-que-o-parta. Hoje não. A goteira gigante que se abriu no céu de Teresina, mixada com o despreparo e com a falta de estrutura do Estado me preocupam bem mais do que a inocência do nosso povo. Se bem que uma coisa tá diretamente ligada à outra.Queria eu que as consequências dessas chuvas fossem tão efêmeras quanto a fama da piauiense que quase ganhou um milhão. Como disse um amigo meu, “enchente, terremoto, sequestro, Heráclito Fortes... isso é coisa de cidade grande. Vou ficando por aqui.”
Tuesday, 8 April 2008
Coisas daí, pelo lado de cá.
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Tuesday, 5 February 2008
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